Monday, December 20, 2010
Sunday, December 12, 2010
Umbigo de Vénus® no Bazar Oriental
Wednesday, December 8, 2010
Bazar de Natal
Vamos bazar até à Rua Marechal Saldanha, 28, Lisboa.
Sunday, December 5, 2010
Saturday, November 27, 2010
Tinham vindo almeias do Fayoum (província) que debaixo das tendas celebravam as suas misteriosas e estranhas danças. O imperador da Áustria e a imperatriz tinham passeado por Ismailia, montados em dromedários; depois disso as ruas estavam cheias de viajantes, equilibrados sobre as excêntricas selas dos camelos e dos dromedários. Havia por toda a parte tocadores, cantadores, mágicos, fascinadores de serpentes.
Os beduínos formavam danças e lutas, e carreiras de cavalos. Alguns, de pé sobre os dromedários lançados a galope, faziam toda a sorte de destrezas e de equilíbrios, jogando a lança. Tudo isto era acompanhado pelas salvas constantes dos navios, e pelos urras das marinhagens. À noite, a cidade transformou-se em luz. Por todos os largos estavam acesos grandes fogos. Via-se ao fundo do lago, através dos navios iluminados, brilhar fantasticamente a cidade, feita de pontos de luz. Os acampamentos estavam flamejantes. Em todas as tendas dos xeques havia cantos de mulheres árabes acompanhados de darabuca. Os fogos de artifício estalavam por todo o ar. No meio de grandes grupos, entre um círculo de fachos enormes, dançavam as almeias. Em outros círculos alumiados, a multidão abria os olhos diante dos improvisadores árabes. A luz escorria por entre toda aquela multidão, tomada de alegria. Havia sobre a cidade e o lago aquele forte rumor das festas, que é composto dos cantos, das músicas, das vozes, dos aplausos, tudo harmonicamente confundido, e que pela força da sua originalidade arranca o homem para fora da vida vulgar, com irritantes atracções.
Eça de Queiroz
Thursday, November 11, 2010
Saturday, November 6, 2010
Thursday, October 28, 2010
Atelier Open Day
Tuesday, October 26, 2010
Nas cumeadas da serra
os carabineiros dormem
a guardar as brancas torres
onde vivem os ingleses.
E os gitanos aquáticos
erguem-se para distrair-se
latadas de caracóis
e ramas de pinho verde.
Em lua de pergaminho
tocando vem Preciosa.
Ao vê-la, se levantou
o vento que nunca dorme.
E São Cristóvão despido,
cheio de línguas celestes,
mira a menina tocando
uma doce gaita ausente.
Manian deixa que eu erga
teu vestido para ver-te.
Abre em meus dedos antigos
a rosa azul de teu ventre.
Preciosa atira o pandeiro
e corre sem se deter.
O vento-homão a persegue
com uma espada ardente.
...
Federico Garcia Lorca
